Accessibility Tools

Você está aqui:
>
A pluralidade é constituinte da UFRJ

A pluralidade é constituinte da UFRJ

A Revista Minerva não é apenas uma publicação: é um ponto de encontro entre universidade e sociedade, um espaço para tornar visível o que, tantas vezes, fica restrito a relatórios, a artigos especializados ou aos corredores acadêmicos

Roberto Medronho
Reitor da UFRJ

A Revista Minerva nasceu para abrir as portas da UFRJ para a sociedade. Com linguagem clara e acessível divulgamos aquilo que fazemos de melhor – ensino, pesquisa, extensão, artes, cultura e assistência à saúde.

Na primeira edição, percorremos os mais variados temas demonstrando que a pluralidade é constituinte da UFRJ. Uma universidade em que diferentes áreas se reconhecem, interagem e se fortalecem na missão de formar cidadãos éticos e comprometidos, produzir e difundir conhecimento para mudar a vida das pessoas, interagir com as comunidades, levando o conhecimento diretamente à sociedade e recebendo dela os seus conhecimentos, e prestar assistência à saúde de qualidade.

Nesta segunda edição, reafirmamos o compromisso da UFRJ com a produção de conhecimento científico de excelência e com a reflexão crítica sobre os grandes desafios do nosso tempo. As reportagens aqui reunidas evidenciam o protagonismo da universidade na pesquisa que alerta para a urgência da transição energética diante do aquecimento global, na defesa da biodiversidade ameaçada, como no caso do declínio dos vaga-lumes, e na valorização da ciência nacional, expressa tanto no centenário do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias quanto nas descobertas astronômicas lideradas por pesquisadoras do Observatório do Valongo.

Ao mesmo tempo, Minerva amplia o diálogo entre ciência, cultura e sociedade ao abordar temas como a recriação da primeira ópera moçambicana, o debate sobre o uso da inteligência artificial nas artes visuais e iniciativas inovadoras de acolhimento e integração de migrantes e refugiados. Trata-se de uma edição que celebra a diversidade do pensamento acadêmico e reafirma o papel da UFRJ como instituição pública comprometida com o desenvolvimento sustentável, a justiça social e a liberdade de criação.

Registro meu agradecimento à PR2 e à equipe editorial que transformaram uma ideia em realidade, com zelo, método e compromisso público. A Revista Minerva não é apenas uma publicação: é um ponto de encontro entre universidade e sociedade, um espaço para tornar visível o que, tantas vezes, fica restrito a relatórios, a artigos especializados ou aos corredores acadêmicos. A PR2 tem feito um extraordinário trabalho para a valorização da pesquisa. E valorizar a pesquisa é defender a soberania nacional e o futuro do Brasil. É garantir que nossos laboratórios, museus, clínicas, bibliotecas, ateliês e centros de inovação continuem formando pessoas, criando soluções e alimentando o pensamento crítico.

Ao encerrarmos, em 2025, um ciclo decisivo do Coleta Capes para a avaliação quadrienal, deixo meu reconhecimento e aplauso aos(às) coordenadores(as) de programas de pós-graduação da UFRJ. Foi um ano de trabalho intenso, minucioso e, muitas vezes, silencioso: organização de dados, revisão de informações, relatórios, reuniões, articulações internas – tudo para que a excelência de nossos programas pudesse ser corretamente apresentada e avaliada. Esse esforço foi ainda mais admirável porque, na maior parte dos casos, aconteceu sem o apoio administrativo adequado, consequência direta da carência de pessoal técnico-administrativo em educação, que sobrecarrega equipes e fragiliza rotinas essenciais.

Ainda assim, nossos(as) coordenadores(as) sustentaram o processo com compromisso institucional e espírito público. A UFRJ lhes deve gratidão – e deve, também, lutar para recompor as condições de trabalho, além de lutar pela manutenção e ampliação das bolsas da pós-graduação, pois isso é investimento em permanência, em dedicação integral, em oportunidades para jovens talentos, em continuidade de projetos e em respostas concretas para os desafios do país.

Que a Revista Minerva seja, desde já, um espaço de circulação de saberes: entre ciência e sociedade, entre tradição e futuro, entre o rigor e a sensibilidade. Que cada página reafirme o valor da universidade pública e gratuita. E que a sabedoria – aquela que se constrói com trabalho, método e coragem – circule, prevaleça e nos inspire.

Notícias Recentes